Em tempos de crise: uma Nova Economia

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Que estamos passando por tempos de crise, não há dúvida, porém na crise há sempre oportunidade, já dizia algum ditado de um velho sábio ou frase de efeito de um empreendedor de sucesso. O que não se percebe, é que não estamos passando apenas por uma crise, mas por uma transição: Transição de valores, de modelos mentais, de cultura, de economia, e nesta última palavrinha vamos nos aprofundar.

Estamos passando de um modelo econômico baseado na exploração de recursos escassos (que um dia se extinguirão) para modelos baseados na abundância de recursos, na colaboração, no compartilhar, na criatividade, em moedas alternativas, sociais e alternativas. A estas, denominamos “Novas Economias”.

Desde o princípio, o ser humano explorou a natureza em busca de minério, madeira, água e outros recursos necessários para a expansão das civilizações, porém, ao mesmo tempo, exploraram um outro recurso que é infinito, abundante e até multiplicável: a criatividade. Por meio da criatividade, desenvolveu tecnologias, construiu cidades, criou armas e destruiu a própria natureza, e agora, a humanidade tem mudado sua forma de criar, de consumir, de se relacionar, e tudo isto, tem acontecido por causa da Colaboração.

Embora pareça uma coisa simples, colaborar exige de nós (que fomos doutrinados desde pequenos no nosso tão conhecido capitalismo selvagem), que a gente olhe no olho, deixe de pensar no próprio umbigo e troque de forma justa com o outro. Colaborar é mais humano, mais prazeroso e muito mais lucrativo para todos.

Agora você pode “trocar” horas aprendendo a tocar violão com um desconhecido, e em troca você ensina uma receita sofisticada. Você pode fazer isto por meio de um site chamado Bliive, criado em 2013, e que tem como foco, a colaboração entre os usuários do site, para gerar riqueza. A moeda: o tempo!

Pelo site TemAçúcar? você também pode perguntar ao seu vizinho se pode emprestar alguma ferramenta ou alguma coisa que precise com urgência. A colaboração está aí evidente: a boa e velha camaradagem com vizinhos!

Posso citar mais umas dezenas de exemplos como ferramentotecas, bibliotecas de coisas, ou sites como o Uber, que conecta motoristas com gente que precisa se deslocar. Os exemplos são inúmeros e estão se multiplicando. A Nova Economia Chegou para ficar, e você não pode ficar de fora, pois, como já dizia o sábio: “camarão que dorme a onda leva”.

Que este desejável mundo novo, como diz a futurista Lala Deheinzelin, encontre lugar no coração, nas mentes (e no bolso) de cada vez mais gente.

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